A paiN Gaming, com muito pesar,
anuncia o fim da sua line-up de CrossFire, uma das mais
tradicionais do País e se abstém da disputa da Grande Final
do Campeonato Brasileiro de CrossFire. Em atitude de
protesto contra a postura adotada pela Z8 Games, publisher
do jogo, a paiN Gaming detalha abaixo os maiores problemas
enfrentados e os motivos por trás da decisão da organização.
Os atletas da paiN Gaming vêm
reclamando da falta de profissionalismo por parte dos
organizadores dos campeonatos oficiais de CrossFire no
Brasil há algum tempo: exemplo disso é o Desafio CrossFire.
Nesta competição, de acordo com a publisher, é irregular a
participação de equipes profissionais que não estejam com a
sua line-up titular e a paiN Gaming, inclusive, não
participou por não conseguir reunir todos os seus atletas.
No entanto, diversas equipes disputaram a competição com um
time misto, mesclando jogadores titulares, reservas e
outros. Mesmo com reclamações oficiais dirigidas à Z8 Games,
a paiN Gaming continuou impedida de disputar, sendo que
outras equipes também estavam na mesma situação.
Existe uma diretriz no contrato
firmado entre os jogadores profissionais e a Z8 Games que
diz que atletas profissionais são proibidos de divulgar
informações sobre outros jogos. Nosso atleta Alex “afc”
Costa lembrou que um atleta da paiN Gaming foi punido por
divulgar um post, em sua página, sendo que tantos outros
jogadores profissionais, de outras equipes, constantemente
divulgam promoções relacionadas a outros jogos e saem ilesos
de punições por parte da publisher.
A gota d’água que fez com que a
paiN decidisse dispensar os jogadores e acabar com a line-up
de CrossFire aconteceu durante os preparativos para o
CrossFire China Qualify, evento que aconteceu em São Paulo
na última semana.
No dia 19 de maio a paiN Gaming
recebeu um convite para participar do classificatório
nacional para o Campeonato Mundial de CrossFire. No e-mail,
a Publisher do jogo fazia diversas exigências e uma delas
era a data limite para a apresentação dos documentos e
passaportes dos jogadores. Menos de 10 minutos depois do
recebimento do e-mail todos os passaportes e documentos
solicitados foram enviados e confirmamos a nossa
participação no evento.
No dia 25 de maio, o TEAM INNOVA
também confirmou a sua participação, tirando o passaporte em
dois dias - dentro das regras estipuladas e respeitando o
que foi pedido pela publisher. O INNOVA, inclusive, convocou
um jogador reserva para o lugar do titular AVG, porque o
mesmo não teria tempo suficiente para providenciar seu
passaporte. No mesmo dia, Carlos, responsável pela
Publisher, informou por e-mail que os prazos de inscrição
não seriam alterados para nenhuma equipe.
Outras três equipes brasileiras,
excluídas da competição por não conseguirem reunir as
documentações no prazo determinado também entraram em
contato com a Z8 Games para pedir mais tempo para apresentar
as informações mas também foram avisadas de que o prazo não
seria aumentado “de forma alguma”.
No dia 30 de maio recebemos um
e-mail confirmando a o confronto paiN x INNOVA, em melhor de
5, disputado presencialmente no dia 11/06. Desde então,
voltamos a nossa preparação exclusiva pra esse jogo,
inclusive deixando o CBCF como nosso objetivo secundário.
Após rumores trocados entre
jogadores e equipes, no dia 03 de junho, Ana da Publisher,
confirmou a participação da INTZ no classificatório, ainda
que eles ainda não tivessem o passaporte em mãos.
No dia do evento, de acordo com os
atletas da paiN Gaming, não havia nenhum juiz inspecionando
os jogos do classificatório e o atleta afc percebeu que
alguns jogadores da INTZ estavam olhando para o telão e
passando informações de onde estavam os jogadores da paiN no
mapa. Esta informação foi confirmada por jogadores da
INNOVA, que assistiam ao jogo in-loco e também pelos
narradores e comentaristas, que perceberam a atitude
antiesportiva dos atletas da INTZ.
Os atletas de CrossFire da paiN
Gaming serão dispensados e a line-up, extinta. O jogador
Felippe “Felippe1” Martins foi contratado por uma
equipe portuguesa e passará a disputar as competições de
Counter Strike: Global Offensive do cenário europeu.
A paiN, respeitosamente, lamenta a
sequência de fatos narrados acima e espera que o cenário
brasileiro de eSports seja tratado com seriedade pelos
envolvidos: times, publishers, jogadores e patrocinadores,
buscando sempre a profissionalização do segmento.

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